domingo, 7 de dezembro de 2008

...silêncio...

Sou uma "giver". Sou uma pessoa que dá.
Gosto de dar, faz parte de mim, é assim que eu sou.
Estou sempre lá quando precisam, dou a mão, o ombro, o colo, dou carinho, dou amor, dou aquele abraço, dou o meu tempo, palavras amigas, a minha companhia, o meu silêncio, o meu sorriso, a minha força, a minha boa disposição, a minha alegria.
Sou assim. Com todas as cabeçadas que tenho levado na vida, sou assim... e parece que não vou mudar.
Considero-me uma pessoa feliz a dar.
Quando dou algo de mim, é dado, verdadeiramente dado. Não é empréstimo, nao é a esperar algo em troca, é mesmo de presente.
Mas há alturas (é raro, mas acontece) em que me sinto mais "down", menos bem disposta, menos feliz, em que não me sinto com capacidade de dar...
Essas alturas são muito duras. Não me sinto eu mesma, fico sem forças e qualquer entrave me faz cair.
Esse é o tempo em que sinto falta de alguém ao meu lado, perto de mim, que dê algo também... bastava-me um ombro ou um colo ou um abraço e muito silêncio.
Hoje é um desses dias.
Não me sinto com capacidade para dar nada a ninguém, sinto-me triste, desanimada e só.
E hoje o mundo não me quer, não me aceita, não me ajuda.
Silêncio...
Será que só sirvo para dar? Será que não sirvo para receber?
Silêncio.
Hoje preciso que olhes por mim, que me dês a mão, que me ajudes a levantar.
Hoje preciso de ti.
Silêncio.
Está alguém aí?
Silêncio.
Ninguém?
Silêncio...

quinta-feira, 4 de dezembro de 2008

Perdoar o passado

O passado foi importante para que chegássemos até aqui.
Cada pessoa que passou pela nossa vida, assim como as experiências que a vida nos trouxe, foram importante para o nosso crescimento.

Existe um ditado budista que diz: "Se queres saber como foi o teu passado, olha para quem és hoje. Se queres saber como vai ser o teu futuro, olha para o que estás a fazer agora".
O tempo não pára. O tempo não espera por ninguém.
Esperamos demais para fazer o que precisa ser feito, num mundo que só dá um dia de cada vez, sem nenhuma garantia do amanhã.
Não devemos deixar que a vida nos escorra por entre os dedos, vivendo no passado ou no futuro: duas ilusões (uma morta, outra inexistente), em que o principal tempo de vida se perde.
Não podemos dar uma oportunidade ao passado para se perpetuar senão não teremos futuro. Devemos deixar o passado no passado, não dizer mal dele. Não lamentar o dia de ontem, ele está no passado e nunca irá mudar. Devemos sim, consciencializarmo-nos dos erros e aprender a sofrer as consequências.

Não existem recompensas nem castigos, o que existe são consequências.
"Nunca atires uma bola na vida se não estiveres pronto para a receber. A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda. Tudo quanto faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos" (Albert Einstein).
"O ser humano é um aprendiz, a dor é o seu mestre. Ninguém se conhece enquanto não sofrer" (Johnny De' Carli).
Só temos êxito na vida quando perdoarmos os erros e as decepções do passado, aos outros e a nós mesmos.
Quando se perdoa, não só fazemos sair um grande peso dos ombros, como abrimos a porta para o amor por nós próprios.
Os fracos nunca perdoam, o perdão é uma característica dos fortes.

Perdoar é um acto de amor e sempre foi boa solução.
O amor, não o tempo, cura todas as feridas.



"So when the fight is over and the storm is through,
Now will you pick another?
What will you get into?
"

It's time to let it go...
:)