Nasci e cresci no espírito disney.
Quando era pequena sonhava vir a ser uma princesa disney...
Cresci e o universo disney sempre me acompanhou, já não quero ser princesa, sei que não existem príncipes, mas existem muitas bruxas más.
O sr. Walt Disney era um romântico... tal como eu.
Consigo beber os ensinamentos, as lições de vida e a moral da história em cada filme animado. Os meus olhos brilham, o coração acelera e nunca deixei de ser criança.
Talvez por toda esta "companhia" ao longo da vida, eu seja assim como sou: uma romântica, a acreditar no amor, na força interior, na riqueza de ter um amigo, na beleza do outro que nada tem a ver com o exterior, mas com o que se é cá dentro.
Por exemplo a história da "Bela e o Monstro" (a minha favorita sem dúvida), a Bela apaixona-se verdadeiramente pelo monstro e não pelo príncipe.
Eu sou assim.
Para mim não existe amor à primeira vista, é impossível!
Para me apaixonar preciso descobrir o interior, deixar-me seduzir pelo que o outro me dá, me transparece, me diz... mesmo que no fim venha a ser tudo mentira, é esse caminho que me apaixona e não o pacote exterior.
Sou uma romântica da disney!
"Descobri que o amor não é um simples estado de enamoramento, mas uma filosofia de vida" (Walt Disney) e eu... sou amor!
Obrigada Bx pelo vídeo, tu sabes que tem tudo a ver comigo.
Os amigos não se fazem... reconhecem-se! Obrigada pela partilha.
terça-feira, 13 de janeiro de 2009
domingo, 7 de dezembro de 2008
...silêncio...
Sou uma "giver". Sou uma pessoa que dá.
Gosto de dar, faz parte de mim, é assim que eu sou.
Estou sempre lá quando precisam, dou a mão, o ombro, o colo, dou carinho, dou amor, dou aquele abraço, dou o meu tempo, palavras amigas, a minha companhia, o meu silêncio, o meu sorriso, a minha força, a minha boa disposição, a minha alegria.
Sou assim. Com todas as cabeçadas que tenho levado na vida, sou assim... e parece que não vou mudar.
Considero-me uma pessoa feliz a dar.
Quando dou algo de mim, é dado, verdadeiramente dado. Não é empréstimo, nao é a esperar algo em troca, é mesmo de presente.
Mas há alturas (é raro, mas acontece) em que me sinto mais "down", menos bem disposta, menos feliz, em que não me sinto com capacidade de dar...
Essas alturas são muito duras. Não me sinto eu mesma, fico sem forças e qualquer entrave me faz cair.
Esse é o tempo em que sinto falta de alguém ao meu lado, perto de mim, que dê algo também... bastava-me um ombro ou um colo ou um abraço e muito silêncio.
Hoje é um desses dias.
Não me sinto com capacidade para dar nada a ninguém, sinto-me triste, desanimada e só.
E hoje o mundo não me quer, não me aceita, não me ajuda.
Silêncio...
Será que só sirvo para dar? Será que não sirvo para receber?
Silêncio.
Hoje preciso que olhes por mim, que me dês a mão, que me ajudes a levantar.
Hoje preciso de ti.
Silêncio.
Está alguém aí?
Silêncio.
Ninguém?
Silêncio...
quinta-feira, 4 de dezembro de 2008
Perdoar o passado
O passado foi importante para que chegássemos até aqui.
Cada pessoa que passou pela nossa vida, assim como as experiências que a vida nos trouxe, foram importante para o nosso crescimento.
Existe um ditado budista que diz: "Se queres saber como foi o teu passado, olha para quem és hoje. Se queres saber como vai ser o teu futuro, olha para o que estás a fazer agora".
O tempo não pára. O tempo não espera por ninguém.
Esperamos demais para fazer o que precisa ser feito, num mundo que só dá um dia de cada vez, sem nenhuma garantia do amanhã.
Não devemos deixar que a vida nos escorra por entre os dedos, vivendo no passado ou no futuro: duas ilusões (uma morta, outra inexistente), em que o principal tempo de vida se perde.
Não podemos dar uma oportunidade ao passado para se perpetuar senão não teremos futuro. Devemos deixar o passado no passado, não dizer mal dele. Não lamentar o dia de ontem, ele está no passado e nunca irá mudar. Devemos sim, consciencializarmo-nos dos erros e aprender a sofrer as consequências.
Não existem recompensas nem castigos, o que existe são consequências.
"Nunca atires uma bola na vida se não estiveres pronto para a receber. A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda. Tudo quanto faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos" (Albert Einstein).
"O ser humano é um aprendiz, a dor é o seu mestre. Ninguém se conhece enquanto não sofrer" (Johnny De' Carli).
Só temos êxito na vida quando perdoarmos os erros e as decepções do passado, aos outros e a nós mesmos.
Quando se perdoa, não só fazemos sair um grande peso dos ombros, como abrimos a porta para o amor por nós próprios.
Os fracos nunca perdoam, o perdão é uma característica dos fortes.
Perdoar é um acto de amor e sempre foi boa solução.
O amor, não o tempo, cura todas as feridas.
Cada pessoa que passou pela nossa vida, assim como as experiências que a vida nos trouxe, foram importante para o nosso crescimento.
Existe um ditado budista que diz: "Se queres saber como foi o teu passado, olha para quem és hoje. Se queres saber como vai ser o teu futuro, olha para o que estás a fazer agora".
O tempo não pára. O tempo não espera por ninguém.
Esperamos demais para fazer o que precisa ser feito, num mundo que só dá um dia de cada vez, sem nenhuma garantia do amanhã.
Não devemos deixar que a vida nos escorra por entre os dedos, vivendo no passado ou no futuro: duas ilusões (uma morta, outra inexistente), em que o principal tempo de vida se perde.
Não podemos dar uma oportunidade ao passado para se perpetuar senão não teremos futuro. Devemos deixar o passado no passado, não dizer mal dele. Não lamentar o dia de ontem, ele está no passado e nunca irá mudar. Devemos sim, consciencializarmo-nos dos erros e aprender a sofrer as consequências.
Não existem recompensas nem castigos, o que existe são consequências.
"Nunca atires uma bola na vida se não estiveres pronto para a receber. A vida não dá nem empresta; não se comove nem se apieda. Tudo quanto faz é retribuir e transferir aquilo que nós lhe oferecemos" (Albert Einstein).
"O ser humano é um aprendiz, a dor é o seu mestre. Ninguém se conhece enquanto não sofrer" (Johnny De' Carli).
Só temos êxito na vida quando perdoarmos os erros e as decepções do passado, aos outros e a nós mesmos.
Quando se perdoa, não só fazemos sair um grande peso dos ombros, como abrimos a porta para o amor por nós próprios.
Os fracos nunca perdoam, o perdão é uma característica dos fortes.
Perdoar é um acto de amor e sempre foi boa solução.
O amor, não o tempo, cura todas as feridas.
"So when the fight is over and the storm is through,
Now will you pick another?
What will you get into?"
It's time to let it go...
:)
Now will you pick another?
What will you get into?"
It's time to let it go...
:)
sexta-feira, 28 de novembro de 2008
O sorriso aos pés da escada
A história de Augusto, um palhaço famoso que vive entre aplausos, risos, êxtase do público, mas que ainda assim não é feliz.
Augusto esconde-se no anonimato e encontra a felicidade nas pequenas tarefas, nas pequenas coisas da vida, no sorriso genuíno dos outros, num simples olhar agradecido.
Descobre que só podemos ser felizes sendo nós mesmos, sem máscaras, sem futilidades. O êxtase do momento, a alegria eufórica, os risos estridentes, o sucesso e a fama nada são senão ilusões...
A verdadeira felicidade está dentro de nós, no que realmente somos, nas pequenas alegrias da vida que muitas vezes nos passam ao lado, num sorriso sincero e agradecido de alguém, num sorriso... :)
Recomendo, sem dúvida.
Um ambiente acolhedor e familiar e uma mensagem que tocou bem cá dentro, no quentinho do coração.
Obrigada Pi e Sjr pela partilha deste momento.
Na vida, por vezes, os acontecimentos mais significativos caem-nos em cima sem darmos por isso, tal como a aproximação silenciosa de um gato selvagem. Como é que podemos não ter reparado numa coisa de tal importância? É que a camuflagem é psicológica.
A negação, o acto de não ver o que é evidente, porque na realidade não se quer ver, é o maior dos disfarces. Adicione-se a isto a fadiga, as distracções, racionalizações, fugas mentais e todas as outras preocupações da mente que se erguem no caminho.
Felizmente, a persistência do destino pode arredar os disfarces e fazer-nos ver aquilo que precisamos de ver (...)
O monge e filósofo budista vietnamita, Thich Nhat Hanh, escreve sobre como apreciar uma boa chávena de chá. Temos que estar totalmente despertos no presente para apreciar chá. Apenas com a consciência no presente, as nossas mãos podem sentir o agradável calor da chávena. Apenas no presente podemos apreciar o aroma, sentir a doçura e saborear a delicadeza. Se estamos a ruminar sobre o passado ou preocupados com o futuro, perderemos por completo a experiência de apreciar a chávena de chá. Olharemos para a chávena, e o chá terá já terminado.
A vida é assim. Senão estamos totalmente no presente, quando olharmos à nossa volta este terá desaparecido. Teremos perdido a sensação, o aroma, a delicadeza e a beleza da vida. Parecerá ter passado a correr por nós.
O passado terminou, aprendamos com ele e deixemo-lo ir.
O futuro ainda não está aqui. Planeemos, sim, mas não gastemos o tempo a preocuparmo-nos com ele. A preocupação é uma perda de tempo.
Quando pararmos de ruminar sobre o que já aconteceu, quando pararmos de nos preocuparmos com o que poderá nunca vir a acontecer, então estaremos no momento presente.
Só então começaremos a alegria de viver.
("Só o amor é real", Brian Weiss)
sábado, 15 de novembro de 2008
Espalhem a notícia!
desse ventre
Espalhem a notícia do que é quente e se parece
com o que é firme e com o que é vago
esse ventre que eu afago
que eu bebia de um só trago
se pudesse
Espalhem a notícia do que é quente e se parece
com o que é firme e com o que é vago
esse ventre que eu afago
que eu bebia de um só trago
se pudesse
Divulguem o encanto, o ventre de que canto
que hoje toco
a pele onde à tardinha desemboco tão cansado
esse ventre vagabundo
que foi rente e foi fecundo
que eu bebia até ao fundo
saciado
a pele onde à tardinha desemboco tão cansado
esse ventre vagabundo
que foi rente e foi fecundo
que eu bebia até ao fundo
saciado
Eu fui ao fim do mundo
eu vou ao fundo de mim
vou ao fundo do mar
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
vou ao fundo do mar
no corpo de uma mulher
A terra tremeu ontem, não mais do que anteontem
pressenti-o
O ventre de que falo como um rio transbordou
e o tremor que anunciava era fogo e era lava
era a terra que abalava
no que sou
Depois de entre os escombros ergueram-se dois ombros
num murmúrio
e o sol, como é costume, foi um augúrio de bonança
sãos e salvos, felizmente
e como o riso vem ao ventre
assim veio de repente
uma criança!
Falei-vos desse ventre
quem quiser que acrescente da sua lavra
que a bom entendedor meia palavra basta,
é só adivinhar o que há mais
os segredos dos locais
que no fundo são iguais
em todos nós...
os segredos dos locais
que no fundo são iguais
em todos nós...
(Sérgio Godinho)
Bem-vindo miúdo!
A "tia" já te adora e está muito, muito feliz!
A felicidade vem destas pequenas-grandes coisas, pequenas-grandes vitórias, que os mais pequenos vêm ensinar aos crescidos.
Parabéns G, sabes que estou e estarei ao teu lado, continuo a mandar-te boas energias e sei que vai tudo correr pelo melhor ;)
Estou aqui para ti (para vós).
Estou feliz!
quarta-feira, 12 de novembro de 2008
Metade de mim
Que a força do medo que tenho não me impeça de ver o que anseio.
Que a morte de tudo o que acredito não me tape os ouvidos e a boca.
Porque metade de mim é o que eu grito,
mas a outra metade é silêncio.
Que a música que eu ouço ao longe seja linda, ainda que triste.
Que o homem que eu amo seja sempre amado, mesmo que distante.
Porque metade de mim é partida
e a outra metade é saudade.
Que as palavras que eu falo não sejam ouvidas como prece nem repetidas com fervor,
Apenas respeitadas como a única coisa que resta a uma mulher inundada de sentimento.
Porque metade de mim é o que eu ouço,
mas a outra metade é o que calo.
Que essa minha vontade de ir embora se transforme na calma e na paz que eu mereço,
Que essa tensão que me corrói por dentro seja um dia recompensada.
Porque metade de mim é o que eu penso
e a outra metade é um vulcão.
Que o medo da solidão se afaste, que o convívio comigo mesma se torne ao menos suportável
Que o espelho reflicta no meu rosto o doce sorriso que eu me lembro de ter dado na infância.
Porque metade de mim é a lembrança do que fui,
a outra metade eu não sei...
Que não seja preciso mais do que uma simples alegria para me fazer aquietar o espírito.
E que o teu silêncio me fale cada vez mais.
Porque metade de mim é abrigo,
mas a outra metade é cansaço.
E que minha loucura seja perdoada.
Porque metade de mim é amor
e a outra metade... também.
(Adaptação de "Metade" - Oswaldo Montenegro)
terça-feira, 11 de novembro de 2008
Há dias assim
Escuro, frio, ameaçador.
Estes dias invernais dão-me cabo do espírito, enclausuram-me, deprimem-me.
Ficar em casa não me ajuda nada, sinto cá dentro uma energia que vai aumentando, aumentando, aumentando e que preciso libertar.
Aventurei-me e fui.
O vento alvoraçou-me os cabelos e o frio procurava caminho no meu pescoço.
Enrolei o lenço e enterrei o capuz. Tudo bem atado num falso sentimento de protecção.
Passo a passo.
Era um deserto de pessoas compensado por uma multidão de aves.
Passo a passo.
O chilrear, o grasnar e o piar confundiam-se com a música que saía dos phones.
Outro e outro passo.
Andei, olhei, senti.
Parecia tudo tão calmo, tão tranquilo, tão meu... só meu...
Passos e mais passos.
Parei e sentei-me.
Fiquei a olhar o horizonte, o voo dos pássaros e os meus pensamentos pareciam embarcar nas águas do Tejo, devagar, flutuando, longe, dormentes... Sem dor, sem mágoa, sem calor, sem emoção, sem nada. Dormentes.
O vento que corta como uma lança. Um pingo gelado na testa, outro na ponta do nariz. Levantei-me.
Os passos mais firmes, mais fortes.
A música, os passos, os pingos de chuva... tudo parecia cadenciar-se num só ritmo.
O vento e a chuva despenteada, um pingo aqui, uma gota ali.
O capuz começa a descair e o lenço a alargar... eu não me importo.
As gotas de chuva molham-me a cara e confundem-se com lágrimas, lágrimas que já não tenho, que já não sinto.
Cai o capuz e soltam-se as pontas do lenço, o cabelo ao vento e a cara molhada.
Os passos de corrida, o coração bate... sinto-o bater, oiço-o.
A chuva, o vento, os passos, o coração, a música.
Estou forte, decidida, despenteada, molhada.
Sei quem eu sou, sei o quero e sei para onde vou.
O vento, o frio, a chuva não me incomodam... refrescam-me.
O inverno que desponta não me mete medo, dá-me a certeza que lá na frente está o verão.
E é esse o meu destino, é esse o meu caminho, lá onde as noites são quentes, o céu estrelado, onde o calor aquece a pele e o coração, onde o sol brilha e todos nos recebem num sorriso.
:)
Estes dias invernais dão-me cabo do espírito, enclausuram-me, deprimem-me.
Ficar em casa não me ajuda nada, sinto cá dentro uma energia que vai aumentando, aumentando, aumentando e que preciso libertar.
Aventurei-me e fui.
O vento alvoraçou-me os cabelos e o frio procurava caminho no meu pescoço.
Enrolei o lenço e enterrei o capuz. Tudo bem atado num falso sentimento de protecção.
Passo a passo.
Era um deserto de pessoas compensado por uma multidão de aves.
Passo a passo.
O chilrear, o grasnar e o piar confundiam-se com a música que saía dos phones.
Outro e outro passo.
Andei, olhei, senti.
Parecia tudo tão calmo, tão tranquilo, tão meu... só meu...
Passos e mais passos.
Parei e sentei-me.
Fiquei a olhar o horizonte, o voo dos pássaros e os meus pensamentos pareciam embarcar nas águas do Tejo, devagar, flutuando, longe, dormentes... Sem dor, sem mágoa, sem calor, sem emoção, sem nada. Dormentes.
O vento que corta como uma lança. Um pingo gelado na testa, outro na ponta do nariz. Levantei-me.
Os passos mais firmes, mais fortes.
A música, os passos, os pingos de chuva... tudo parecia cadenciar-se num só ritmo.
O vento e a chuva despenteada, um pingo aqui, uma gota ali.
O capuz começa a descair e o lenço a alargar... eu não me importo.
As gotas de chuva molham-me a cara e confundem-se com lágrimas, lágrimas que já não tenho, que já não sinto.
Cai o capuz e soltam-se as pontas do lenço, o cabelo ao vento e a cara molhada.
Os passos de corrida, o coração bate... sinto-o bater, oiço-o.
A chuva, o vento, os passos, o coração, a música.
Estou forte, decidida, despenteada, molhada.
Sei quem eu sou, sei o quero e sei para onde vou.
O vento, o frio, a chuva não me incomodam... refrescam-me.
O inverno que desponta não me mete medo, dá-me a certeza que lá na frente está o verão.
E é esse o meu destino, é esse o meu caminho, lá onde as noites são quentes, o céu estrelado, onde o calor aquece a pele e o coração, onde o sol brilha e todos nos recebem num sorriso.
:)
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