A história de Augusto, um palhaço famoso que vive entre aplausos, risos, êxtase do público, mas que ainda assim não é feliz.
Augusto esconde-se no anonimato e encontra a felicidade nas pequenas tarefas, nas pequenas coisas da vida, no sorriso genuíno dos outros, num simples olhar agradecido.
Descobre que só podemos ser felizes sendo nós mesmos, sem máscaras, sem futilidades. O êxtase do momento, a alegria eufórica, os risos estridentes, o sucesso e a fama nada são senão ilusões...
A verdadeira felicidade está dentro de nós, no que realmente somos, nas pequenas alegrias da vida que muitas vezes nos passam ao lado, num sorriso sincero e agradecido de alguém, num sorriso... :)
Recomendo, sem dúvida.
Um ambiente acolhedor e familiar e uma mensagem que tocou bem cá dentro, no quentinho do coração.
Obrigada Pi e Sjr pela partilha deste momento.
Na vida, por vezes, os acontecimentos mais significativos caem-nos em cima sem darmos por isso, tal como a aproximação silenciosa de um gato selvagem. Como é que podemos não ter reparado numa coisa de tal importância? É que a camuflagem é psicológica.
A negação, o acto de não ver o que é evidente, porque na realidade não se quer ver, é o maior dos disfarces. Adicione-se a isto a fadiga, as distracções, racionalizações, fugas mentais e todas as outras preocupações da mente que se erguem no caminho.
Felizmente, a persistência do destino pode arredar os disfarces e fazer-nos ver aquilo que precisamos de ver (...)
O monge e filósofo budista vietnamita, Thich Nhat Hanh, escreve sobre como apreciar uma boa chávena de chá. Temos que estar totalmente despertos no presente para apreciar chá. Apenas com a consciência no presente, as nossas mãos podem sentir o agradável calor da chávena. Apenas no presente podemos apreciar o aroma, sentir a doçura e saborear a delicadeza. Se estamos a ruminar sobre o passado ou preocupados com o futuro, perderemos por completo a experiência de apreciar a chávena de chá. Olharemos para a chávena, e o chá terá já terminado.
A vida é assim. Senão estamos totalmente no presente, quando olharmos à nossa volta este terá desaparecido. Teremos perdido a sensação, o aroma, a delicadeza e a beleza da vida. Parecerá ter passado a correr por nós.
O passado terminou, aprendamos com ele e deixemo-lo ir.
O futuro ainda não está aqui. Planeemos, sim, mas não gastemos o tempo a preocuparmo-nos com ele. A preocupação é uma perda de tempo.
Quando pararmos de ruminar sobre o que já aconteceu, quando pararmos de nos preocuparmos com o que poderá nunca vir a acontecer, então estaremos no momento presente.
Só então começaremos a alegria de viver.
("Só o amor é real", Brian Weiss)


